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Capítulos
do Deuteronômio
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Deuteronômio é o quinto livro do
Antigo
Testamento, possui 34 capítulos e tem nome derivado das palavras gregas,
deuteros, que significa "segunda", e nomos, que significa "lei". Faz parte do Pentateuco, os cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída ao profeta Moisés.
Embora
Deuteronômio signifique a "segunda lei", atente para o fato de que o livro não contém uma nova lei, mas as leis dadas no Sinai 39 anos antes, leis que aqui são revistas e comentadas. Impunha-se, com urgência, tal repetição. A exceção de Calebe e Josué, todos quantos saíram do Egito e receberam as leis no Sinai, não mais existiam, daí a necessidade de dar à nova geração, com toda a ênfase, essa repetição.
Dessa tarefa se desincumbiu Moisés, numa séria de discursos nas planícies de Moabe, ao fim de 40 anos de jornadas errantes e exatamente um mês antes da travessia do rio Jordão pelos israelitas para se apossarem da terra prometida. Esses discursos dirigidos, oralmente, ao povo foram, posteriormente escritos e reunidos em forma de livro.
A
palavra chave deste livro é a obediência e os
versículos chave são Deuteronômio
10:12-13, que dizem: "Agora, pois, ó Israel, que é o que o SENHOR, teu Deus, pede de ti, senão que temas o SENHOR, teu Deus, e que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma,
para guardares os mandamentos do SENHOR e os seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem?"
Moisés enfatiza a idéia de que servir a Deus não é apenas seguir sua lei e que a obediência vem em conseqüência do amor: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e com todo o teu entendimento". Também enfatiza o "caminho da benção e da maldição", no qual Deus previne o povo a seguir seus mandamentos, pelos quais o povo ou seria abençoado, ou receberia maldições (porém, caso se arrependesse e voltasse a seguir de coração a Deus, ele se arrependeria e perdoaria o povo).
A autenticidade de Deuteronômio como livro do cânon da Bíblia e de Moisés ser o escritor dele acha-se bem alicerçada no fato de que Deuteronômio sempre foi reputado pelos judeus como parte da Lei de Moisés. A evidência da autenticidade de Deuteronômio é, em geral, a mesma que a dos outros quatro livros do
Pentateuco (Gênesis, Êxodo,
Levítico e Números).
Jesus Cristo é a principal autoridade que atesta a autenticidade de Deuteronômio, citando-o três vezes ao repelir as tentações de Satanás, o Diabo (veja
Mateus 4:1-11 e Lucas
4:1-13, com citações de Deuteronômio
8:3, Deuteronômio
6:16, Deuteronômio 6:13 e
Deuteronômio 10:20).
Também Jesus citou Deuteronômio ao responder a pergunta em
Marcos 12:30 quanto a qual era o maior e o primeiro mandamento
Deuteronômio 6:5. E Paulo em
Romanos 10:6-8 e Hebreus 10:30 citou
Deuteronômio 30:12-14;
Deuteronômio 32:35-36. Ressalte-se que tomando-se em conta as muitas citações de Deuteronômio que aparecem nos livros dos profetas, também estes últimos deviam pelo Espírito Santo buscar inspiração neste livro.
O tempo abrangido pelo livro de Deuteronômio é um pouco superior a dois meses, no ano de 1473 antes de Cristo. Foi escrito nas planícies de Moabe e consiste em quatro discursos, um cântico e uma bênção, da parte de Moisés, enquanto Israel acampava nas fronteiras de Canaã, antes de entrar nessa terra
(Deuteronômio 1:3; Josué 1:11; Josué 4:19).
Deuteronômio está repleto de avisos contra a adoração falsa e a infidelidade, bem como de instruções sobre a maneira de lidar com tais, de modo a preservar a adoração pura. Algo notável em Deuteronômio é a exortação à santidade. Admoestava-se os israelitas a não se casarem com pessoas das nações em sua volta, porque isto representaria uma ameaça para a adoração pura e a lealdade a Jeová.
(Deuteronômio 7:3-4).
Foram avisados contra o materialismo e a
auto justiça (Deuteronômio
8:11-18; e Deuteronômio
9:4-6). Foram feitas fortes leis referentes à apostasia. Eles deviam cuidar-se bem, a fim de que não se desviassem para outros deuses
(Deuteronômio 11:16-17).
Também foram avisados contra os falsos profetas. Em dois lugares foram dadas instruções sobre como identificar um falso profeta e como lidar com ele
(Deuteronômio 13:1-5;
Deuteronômio 18:20-22). Até mesmo se um membro da própria família se tornasse apóstata, a família não devia ter pena dele, mas devia tomar parte em apedrejá-lo até a morte
(Deuteronômio 13:6-11).
As cidades de Israel que apostatassem deviam ser devotadas à destruição e nada delas devia ser preservado para benefício pessoal de alguém. Tal cidade nunca deveria ser reconstruída
(Deuteronômio 13:12-17). Os delinqüentes cujos pais não conseguissem controlá-los deviam ser apedrejados até morrerem
(Deuteronômio 21:18-21).
A santidade e o isentar-se da culpa de sangue foram destacados pela lei relativa ao modo de se lidar com um caso de homicídio não solucionado
(Deuteronômio 21:1-9). Indicando o zelo pela adoração pura, Deuteronômio continha regulamentos sobre quem podia tornar-se membro da congregação de Jeová, e quando. Nenhum filho ilegítimo, até a décima geração, nem moabita ou amonita, por tempo indefinido, e nenhum eunuco podia ser admitido. Todavia, egípcios e edomitas da terceira geração podiam tornar-se membros da congregação
(Deuteronômio 23:1-8).
Deuteronômio esquematiza o arranjo judicial para Israel, quando se fixasse na Terra da Promessa. Delineia as habilitações para juízes, e o arranjo de tribunais nos portões das cidades, sendo o santuário o supremo tribunal do país, cujos julgamentos deviam ser seguidos por todo o Israel
(Deuteronômio 16:18,
Deuteronômio 17:13).
Registre-se algumas referências importantes deste livro. Deuteronômio contém a primeira referência aos filhos de Belial (veja
Deuteronômio 13:13); pela primeira vez encontramos a lei de pendurar no madeiro o condenado à morte (veja
Deuteronômio 21:22-23); e neste livro encontramos a única referência no Velho Testamento à grande visão recordada em
Êxodo 3 que precedeu a chamada de Moisés e a libertação de Israel
(Deuteronômio 33:16); "Aquele que habitava na sarça", e a grande profecia acerca dum profeta que havia de vir - Cristo!
(Deuteronômio 18:15-19).
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