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Capítulos
do Números
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O livro de Números ou Números
o quarto livro do Antigo
Testamento, possui 36 capítulos e tem este nome por causa dos dois censos dos filhos de Israel mencionados nele (um, em Sinai,
[Números 1] e outro, em Moab
[Números 26]).
No original hebraico o nome deste livro é "B´midbar," e significa "no deserto," título mais adequado aos relatos do livro, que poem em evidência as viagens, peripécias e experiências dos israelitas no deserto. É o livro do deserto.
Faz parte do Pentateuco, os cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída ao
profeta Moisés.
Números narra eventos que ocorreram na região do monte Sinai, durante as peregrinações de Israel no ermo e nas planícies de Moabe. Sua lição central trata da incredulidade, a qual impede a entrada à vida abundante (veja
Hebreus 3:7-19).
A narrativa abrange principalmente um período de 38 anos e 9 meses, de 1512 a 1473 antes de Cristo
(Números 1:1; Deuteronômio
1:3-4). Os acontecimentos narrados em Números 7:1-88 e em
Números 9:1-15, embora tenham ocorrido antes dos eventos do contexto, fornecem informações de fundo que constituem uma parte essencial do livro. Certas ordens registradas no livro de Números são exclusivas da situação de uma nação em movimento. Estas incluem os prescritos acampamentos tribais
(Números 1:52-53), a ordem de marcha
(Números 2:9, 16, 17, 24, 31) e os sinais de trombeta para convocar a assembléia e para levantar acampamento
(Números 10:2-6).
Também, a lei sobre a quarentena é fraseada para se ajustar à vida num acampamento
(Números 5:2-4). Diversas outras ordens são declaradas de um modo que exige uma aplicação futura quando os israelitas morassem na Terra da Promessa. Entre estas estão: o uso de trombetas para convocar à guerra
(Números 10:9), a separação de 48 cidades para os levitas
(Números 35:2-8), a ação a ser tomada contra a idolatria e os habitantes de Canaã
(Números 33:50-56), a escolha de seis cidades de refúgio, instruções sobre como lidar com casos de pessoas que afirmassem ser homicidas acidentais
(Números 35:9-33), e leis que envolviam heranças e o casamento de herdeiras
(Números 27:8-11; Números
36:5-9).
Além disso, o registro dos acampamentos israelitas é definitivamente atribuído a Moisés
(Números 33:2) e as palavras concludentes do livro de Números também indicam ser ele o escritor do relato
(Números 36:13).
O relato fornece matéria de fundo que esclarece outros textos. Mostra em que base o Rei Ezequias, de Judá, pôde providenciar a Páscoa em 14 de zive (íiar), em vez de em 14 de nisã (abibe)
(Números 9:10, 11).
A plena consideração do nazireado
(Números 6:2-21) explica por que Sansão e Samuel não deviam cortar o cabelo (Jz 13:4, 5; 1Sa 1:11), e por que João, o Batizador, não devia tomar bebida inebriante
(Lucas 1:15) Para ver outros exemplos, compare
Números 2:18-23 com Salmo 80:2;
Números 15:38 com Mateus
23:5; Números 17:8-10 com
Hebreus 9:4; Números 18:26 com
Hebreus 7:5-9; Números 18:31 com
1 Coríntios 9:13-14;
Números 28:9, 10, com Mateus
12:5.
As três mensagens principais
O livro tem uma tríplice mensagem. Um dos pensamentos principais é "serviço". E é a mensagem que encontramos bem à sua entrada. O povo do Senhor é salvo para servir, uma ação que adquire um grande significado se comparado com os quatro primeiros livros da Bíblia: em
Gênesis, o homem arruinado, caído; em
Êxodo, já redimido para; em
Levítico, adorar e, assim, em Números, poder servir. É esta a ordem divina, somente uma alma salva, e que adora ao Senhor, está qualificada para Seu Serviço.
Na segunda mensagem, o pensamento central é "ordem". Ordem indispensável, no serviço e no viver! A ordem é a primeira lei do céu. Notamos, aqui, a organização do acampamento e do serviço do Tabernáculo. E, nessa ordem, Deus desejava que o Seu povo sempre andasse!
Temos, então, a terceira mensagem. A falta do povo de Deus assume graves proporções ao lermos essas páginas. Falta oriunda da incredulidade! Por isso, este livro fala claramente aos redimidos: "Acautelai-vos da incredulidade". Mas, graças a Deus nem tudo foi falta. Na última seção do livro, Israel surge, vitorioso, restaurado ao favor de Deus.
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