Capítulos
do Levítico
[01] [02]
[03] [04]
[05] [06]
[07] [08]
[09] [10]
[11] [12]
[13] [14]
[15] [16]
[17] [18]
[19] [20]
[21] [22]
[23] [24]
[25] [26]
[27]
O Levítico
é o terceiro livro do Antigo
Testamento, possui 27 capítulos e tem nome
derivado da tribo de Levi. Faz parte do Pentateuco, os cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída ao
profeta Moisés. Os judeus chamam-no Va-Yikra (E
Ele chamou).
Levítico foi escrito para o povo redimido
a fim de instruí-lo como aproximar-se de Deus e como adorá-Lo. Em Gênesis, vemos o homem arruinado; em Êxodo, o homem redimido; e em Levítico, o homem adorando. Todas as figuras falam da adoração enquanto as de Êxodo dizem respeito à redenção. Levítico é, por excelência, o livro da adoração.
Seu conteúdo narra um compêndio das leis divinas, tendo como personagem central o sumo sacerdote e como tema central como pode um pecador aproximar-se de um Deus Santo? (a palavra santo ocorre mais de oitenta vezes no livro).
Basicamente é um livro teocrático, isto é, seu caráter é legislativo; possui, ainda, em seu texto, o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e o calendário litúrgico entre outras normas e legislações que regulariam
os propósitos de Deus.
Toda a evidência precedente ajuda a identificar Moisés como o
escritor deste livro. Ele obteve as informações de Jeová
(Levítico 26:46) e as palavras finais do livro são: "Estes são os mandamentos que Jeová deu a Moisés como ordens para os filhos de Israel, no monte
Sinai" (Levítico 27:34)
Não só o início deste
livro: "E chamou o SENHOR a Moisés e falou com ele..."
(Levítico 1:1) indica sua relação com Êxodo, e, portanto, com o restante do Pentateuco, mas também o modo como Jesus Cristo e os escritores das Escrituras Cristãs se referem a ele mostra que sabiam ser um escrito de Moisés, e parte inquestionável do Pentateuco. Por exemplo, veja em
Mateus 8:2-4 a referência de Cristo a
Levítico 14:1-32; veja também em
Lucas 2:22-24 a referência a
Levítico 12:2-4; veja ainda em
Romanos 10:5 a paráfrase de Paulo a
Levítico 18:5.
Deus prometeu a Israel que, se obedecessem à sua voz, tornar-se-iam para ele "um reino de sacerdotes e uma nação santa" (Êxodo
19:6). O livro de Levítico contém um registro de como Deus instituiu um sacerdócio para sua nação e lhes deu estatutos que os habilitariam a manter a santidade aos Seus olhos.
Embora Israel fosse apenas a "nação santa" típica de Deus, cujos sacerdotes "prestavam serviço sagrado numa representação típica e como sombra das coisas celestiais'
(Hebreus 8:4-5), a Lei de Deus, caso obedecida, os teria mantido limpos e como candidatos para completarem o número do seu espiritual "sacerdócio real, nação santa"
(1 Pedro 2:9).
Mas a desobediência da maioria privou Israel de preencher com exclusividade os lugares dos membros do Reino de Deus, conforme Jesus disse aos judeus em
Mateus 21:43. Todavia, as leis delineadas no livro de Levítico eram de inestimável valor para os que as acatavam. Mediante as leis sanitárias e dietéticas, bem como os regulamentos sobre a moral sexual, proveram-se-lhes salvaguardas contra a doença e a depravação
(Levítico, caps. 11-15 e
18).
Tais leis, porém, os beneficiavam principalmente em sentido espiritual, porque os habilitavam a familiarizar-se com os santos e justos modos de agir de Jeová, e ajudavam-nos a ajustar-se a tais
(Levítico 11:44). Ademais, os regulamentos delineados nesta parte da Bíblia, como parte da Lei, serviam como tutor para conduzir os crentes a Jesus Cristo, o grande Sumo Sacerdote de Deus, e aquele prefigurado pelos incontáveis sacrifícios oferecidos em harmonia com a Lei (veja fundamentos em
Gálatas 3:19-24; Hebreus
7:26-28; e 9:11-14; e
10:1-10)
topo
da
página
Antigo
Testamento
Página
Inicial
|